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QUATA - CRÉDITOS

A intenção desta página NÃO É a de ser o retrato perfeito dos acontecimentos históricos de Quatá nem mesmo tem a pretensão de ser a dona da verdade e nem de englobar tudo o que realmente a nossa Quatá tem a mostrar, mas sim de ser uma "carta" de boas intenções, um sonho pessoal de um quataense que tem recebido a ajuda de outros quataenses ( que por sua vez têm assinado sua respectiva matéria) em querer dar um pontapé inicial da participação de nossa cidade na grande Web.

 Sem pretensões comerciais , ideologia política e tendências religiosas, o que se espera também é que quando outros Quataenses entrarem neste site possam colaborar, enviando material sobre fatos esportivos, políticos, culturais, curiosidades, fotografias , etc. que marcaram nossa história.

Como é difícil fazer justiça com as próprias mãos!
Muitos sentem-se injustiçados ou suas famílias por não serem mencionados no site. Reparar este erro e fazer justiça depende não só deste site mas também da ajuda e atitude e esforço de cada um, para reunir textos, histórias, enviando para o site, perpetuando assim sua história.

O site é democrático . Publicaremos com certeza.

Mais do que nunca reafirmo que este é um "livro dos novos tempos" que pretendo escrever com várias mãos. Já ordenei as folhas, fiz o índice, rascunhei algumas páginas e aguardo agora sua ajuda e sugestão.

Tal como a história, este livro não tem fim !
Participe !


Gláucio Conde
São Paulo, Setembro de 1998 - www.quata.com.br - e-mail: quata@quata.com.br

 

Texto retirado do Historiador "José Carlos Daltozo" explicando o porque muitas vezes cidadãos "pobres" que tanto ajudaram , muitas vezes não aparecem nos livros, relatos, etc. e somente os mais famosos. Interessante ler e refletir. Ele respondia a um leitor:

Abre Aspas

"Sua observação que a história é feita pelos poderosos é interessante, mas é isso mesmo que acontece. Vou explicar o motivo. Quando o historiador vai em busca de documentos e fotos antigas, só o pessoal mais endinheirado, vamos dizer assim, é que tem tais coisas, que guardam isso tudo. Só eles tinham dinheiro para tirar fotos nos anos 1930, 1940 etc, quando as máquinas fotográficas eram raridades e a revelação era cara. O pobre, quando muito, tem uma foto do casamento e só, mesmo assim essa foto hoje está desbotada, riscada, rasgada... aqueles mais ricos ou classe média, ao contrário, tem muitas fotos ótimas do tempo da escola, dos passeios, das viagens, dos amigos, dos parentes etc.
Os que tinham o poder nas mãos, por exemplo os prefeitos, vereadores, presidentes de entidades, comerciantes etc, sempre aparecem nos livros históricos porque são eles que se reúnem para fundar uma Santa Casa, para fundar um Rotary, para fundar um time de futebol da cidade, para construir uma nova igreja e coisas desse tipo. Portanto, são eles que aparecem nas atas de fundação. O pobre, mesmo convidado (geralmente nem é convidado), nunca sai nas fotografias, fica lá atrás, só espiando...
Quando o líder pergunta: vamos fazer uma lista de ofertas para a obra tal, eu abro a lista e faço doação de 1.000,00, é obvio que quem vai assinar a lista são as pessoas mais conhecidas da cidade, que tem dinheiro disponível para tal fim, sem apertar o orçamento familiar. O pobre, sem recursos, não contribui com nada. Portanto, dali a cinqüenta anos, quando um historiador vai remexer nos documentos de fundação daquela entidade, vai encontrar lá só os nomes dos ricos como doadores, como fundadores, como primeira diretoria etc. e tal. Veja o caso dos ferroviários que entrevistei nesse livro. Só um deles aparece uniformizado numa foto, com o boné típico de chefe de estação bordado na frente. Os demais não tem sequer o documento de identificação de quando trabalhavam, uns alegam que os netos pegaram e rasgaram, outro disse que jogou tudo fora num dia de limpeza de gavetas e assim por diante.
Pensava encontrar fotos deles junto às locomotivas, ou trabalhando na estação, ou na chegada e partida dos trens, mas foi em vão... eles não guardaram nada. Tive que conseguir algumas fotos e documentos com o sindicato deles, pouca coisa. Não ligam para a história, enquanto o mais rico e mais alfabetizado sabe que é importante guardar documentos e fotos para mostrar, no futuro, como eles viviam, como se relacionam, o que faziam e produziam, do que participavam...No novo livro, sobre os japoneses, também vou entrevistar descendentes dos mais variados níveis de renda, desde o mais pobre ao mais rico. Mas já sei que fotografias só vou encontrar com os tais "ricos", o que é uma pena. Seria extremamente interessante encontrar uma foto de um lavrador pobre derrubando a mata virgem em 1930, ou arando a terra com aqueles arados rústicos puxados por animais, ou transportando mercadorias num carro de boi etc..."

Fecha Aspas

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