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Um pouco da História do bairro
Vista Alegre


por Dimitrie Nechet

O Bairro Vista Alegre  começou a ser habitado, em torno de 1935, com agricultores pioneiros, uma grande parte de descendentes búlgaros bessarabianos, na mesma época da colônia Esperança. Todo o Bairro era de mata virgem, apenas com picadas para a cidade de Quatá.

Na década de 1940, o Bairro tinha dois campos de futebol,  um campo de bocha. Os irmãos Nicolau e Andrei Nechet tinham um estabelecimento comercial de secos e molhados, mantido por vários anos e onde as pessoas, aos domingos e feriados se reuniam para o bate papo e assistirem os jogos de futebol. Vinham pessoas de outros bairros como Bairro da Granada e da Colônia Esperança. Na época existia uma “jardineira” que fazia diariamente o transporte de passageiros saindo da Granada, Vista Alegre, Boa Vista e Quatá e retorno no mesmo dia.

       Os agricultores da época plantavam feijão, arroz, milho, algodão,, girassol e havia uma integração muito grande entre os habitantes de ajudas mútuas no colhimento das plantações. Também tinhas as suas criações, como galinhas, porcos gado e cavalos. As crianças do Bairro estudavam na Escola Mista do Bairro da Granada e andavam a pé uns 6 km de ida e volta. Depois essa escola, já na década de 1970 foi deslocada para o Bairro Vista Alegre, até ser desativada.

      Consegui resgatar um livro de Contas Correntes dos compradores do estabelecimento comercial dos meus tios e lá constavam todos os agricultores que compravam fiado e , assim, deu para se ter uma visão dos moradores entre março de 1944 a maio de 1948, resgatando um pouco dos seus habitantes. Alguns nomes podem estar incorretos, porque as anotações eram pelo som e não por mostrarem documentos. Naquela época havia confiança nas pessoas. 


Família Nechet, perto da casa no sítio, no final de
1957. Dimitrie Nechet no meio em pé.

 

 

É possível que alguns clientes fossem da Granada e da Colônia esperança:

 

Antonio Luiz da Silva(Antonio da Grota), Antonio Gonçalves, Antonio Sigóvia, Amadeu Alves, Antonio Podavi, Antonio Medina, Antonio Simões de Araujo, Afonso Vicente, Antonio Custódio, André Nicolaev, Alcides Domiciano, Antonio Marcolino, Antonio Francisco, Basílio Constantinof, Braiz Lopes, Dimitri Popof, Dimitrie Nechet(pai), Elia Filipof, Estevo Enchioglo, Francisco Garcia Filho, Francisco Marte, Hermilindo José de Souza, Izaltino Constante, Inácio Granado, Joaquim Ferreira, Jacinto Maestro, João Girão, João Moraes, João Paulinho dos Santos, João Grande, João Camilo, João Serviliano, João Francisco, João Fuleiro dos Santos, João Francisco, José Diogo, João Granado, João Kerniki, João Bozinário, Jorge Stefanov, Jorge Gaidarji, José Alves Siqueira, José Terêncio, José Teles da Silva, José Grama Filho, José Fino Mafalda, José Ferenácio, José Ferreira de Araujo, Jorge Enchioglo, José Pinheiro, José Pineis, José Lopes, José Viríssimo, José Maria dos Santos, José Machado de Oliveira, Julião Lopes, Lorenço Marques, Luiz Felipe, Marcolino Antonio, Mário Granado, Manoel Moura, Manoel Moreira, Maurício Tajino, Miguel Figigi, Nicolau Pilquevich, Nicolau Kibaski, Nicolau Kernikenco, Otaviano Domingos de Oliveira, Otaviano Ferreira da Silva, Pedro Enchioglo, Pedro Lopes, Pedro Fernandes, Pedro Pedrozo, Pedro Stefanele, Stepam Neruta, Sebastião Veríssimo, Salvador dos Santos, Santiago Castilho, Theodoro Bondar, Tilsso Abílio, Valdemar Macedo, Valdomiro Viana, Valdimir Viana, Zequinha.

 

Hoje(18 de agosto de 2010) existem apenas 4 famílias: do Cordeiro, do Natal,  do Zé Maximiniano (empregado Sr. Sergio Brandão, morador de Tupã) e Valter Sverzuti. Praticamente todo o Bairro se transformou em pasto e algumas partes com cultivo de cana..

 


Demétrio Nechet, um dos pioneiros do Bairro Vista
Alegre, foto em 1965.

 


Famílias Nechet, Enchioglo e Sverzuti no ano de 1940 em frente à casa que ainda existe. Dimitrie Nechet no colo de meu pai Demetrio, à
esquerda.

 


Jovens do Bairro reunidos em 1962.

 

 


Agradecimento e todos os méritos para Dimitrie Nechet que nos enviou as fotos e texto,
contribuindo fantasticamente para resgatar e perpetuar nossa história.