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Familia Amaro - www.quata.com.br

Um binômio de ilustres lusitanos

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José Manuel Ferreira Amaro e Manoel Ferreira Amaro

É de rigorosa justiça render especial homenagem a estes dois tenazes trabalhadores para a grandeza econômica do município, pela ação desenvolvida no campo da lavoura. E, acompanhando de perto o trabalho gigantesco realizado pela colônia portuguesa, devemos imparcialmente concordar com a afirmativa categoricamente feita por Gilberto Freyre em seu monumental trabalho: "O Mundo que o Português Criou", que "depois de Cristo ninguém tinha contribuído mais do que o Português para a fraternidade entre os homens". De fato, a obra dos Amaro se enquadra perfeitamente na afirmativa do maior sociólogo brasileiro da atualidade.

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Manoel Ferreira Amaro nasceu em 18 de setembro de 1909, na Freguesia de Ourém, comarca de Vila Nova de Ourém, Distrito de Santarém, filho de Manoel Ferreira Amaro e Vitória de Jesus Amaro.

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Santarém, cabeça do distrito de Estremadura, é uma das mais pitorescas e históricas cidades de Portugal. Surge à margem direita do Rio Tago, possui intenso comércio com Madrid e os seus filhos espalhados pelo mundo possuem uma atividade surpreendente no terreno das competições comerciais. Veio para o Brasil, no Vapor "Rui Barbosa", da Companhia "Loyd Brasileiro" e desembarcou no porto do Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1928. Tinha, portanto, apenas 19 anos de idade. Apesar de sua idade em flor, dinâmico e cheio de vontade e ideais, começou a trabalhar, com a segurança inflexível de conquistar um futuro de tranqüilidade e esperanças.

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Empregou-se no Hotel Central, na Praia Flamenga, mas seu espírito empreendedor, seus ideais de independência, sua férrea vontade de enriquecer lhe indicaram um roteiro: o caminho das misteriosas matas do Estado do Paraná. E após quarenta dias, ei-lo em Jaborandi, funcionário da grande Serraria "S.A.Almeida". A madeira para o português é como a chita para os sírios, os atrai como o Pólo Norte atrai a agulha magnética. Adquirida a experiência necessária, com um estágio de 19 meses, entrou para a firma "Cambraia", onde permaneceu apenas quatro meses. Esta firma, genuinamente portuguesa, alcançou um elevado período de esplendor na Comarca de Paraguaçu (Alta Sorocabana), cuja obra marcou um brilhante capítulo da história do progresso de nossa região, com a instalação da Usina hidro-elétrica, fornecendo força e luz à próspera cidade de Iepê.

Contratou em seguida uma empreitada de extração de dormentes na "Água Grande", sempre na comarca de Paraguaçu, e findos os trabalhos, na ânsia incontida de melhorar sua situação, ingressou na firma "Guimaro", de Presidente Epitácio (extremo limite da Estrada de Ferro Sorocabana) e, depois de quatro meses foi para Cervinho, contratando uma extração de dormentes com a firma "Joaquim Jorge", tendo ali permanecido até o mês de março de 1932. Daí foi para Sapezal, trabalhando com Marcolino da Silva até o mês de junho de 1932.

Conseguindo o capital necessário, tornou-se independente e, por conta própria, comprou um relevante volume de madeira da fazenda do Comendador Maricato, em Sapezal, e daí teve início uma vida ascensional, cheia de vitórias e triunfos.

Em 23 de setembro de 1933 casou-se com a Exma. Senhora Aida Gregio, comprou um lote de terras de João Kobal e formou a suntuosa fazenda batizada com o nome de "Santo Amaro". Plantou 90 mil pés de café, construiu casas, preparou pastagens, dedicou-se ao plantio do algodão etc.

Ao lado da agricultura manteve sempre, em plena eficiência, o comércio de madeira, dilatando sua grande atividade na vizinha cidade de Martinópolis, onde adquiriu prédios, terrenos, coroando com êxito um ciclo voltado ao trabalho.

Seu primo e sócio, José Manuel Ferreira Amaro, foi o companheiro fiel desta titânica e ininterrupta vida de trabalho e também veio para o Brasil com o gosto da aventura na alma. Entrou, ao lado do primo, de rijo na luta da vida. Nasceu em 22 de janeiro de 1906, na mesma cidade e comarca de Ourém, filho de José Ferreira Amaro e Dona Ana Maria Amaro.

Estes são os homens que têm feitos à custa de um trabalho persistente, honesto e bem orientado, até alcançar o nome prestigioso e a invejável fortuna que hoje possuem.

(GIOVANNETTI, Bruno. Álbum Histórico do município de Quatá. Poços de Caldas: IMESP, 1953.)

Alguns dados não apontados no texto de Giovanetti: José Manuel Ferreira Amaro colaborou para o crescimento de Quatá, ao empregar inúmeros trabalhadores na produção de leite e gado de corte, além de atuar no cultivo do café, cana-de-açúcar e bicho da seda. Embrenhou-se também no ramo da madeira, como foi dito, ao criar e administrar a empresa "Amaro & Amaro", situada na cidade de Martinópolis, que enviava, semanalmente, caminhões de produtos para venda direta na capital paulista.

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Sr. Amaro e seu neto Eduardo em 1979

Todos os seus filhos e esposa ainda habitam na cidade que ajudou a desenvolver, ao lado de outros ilustres portugueses. De sua estirpe são José Manuel Amaro, Maria Josepha Amaro Prevelato e Antonio Ferreira Amaro, por ordem de nascimento, filhos de Dona Petra Artal Amaro, sua esposa.

A família Amaro não se concentra apenas no Brasil. Sua origem remete a Península Ibérica, lugar de morada dos parentes diretos de José Manuel Ferreira Amaro, ainda residentes em Santarém e na França, em Cowbron, nos arredores de Paris.

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Os Amaro da França

O nome, oriundo do grego, significa brilhante, moreno. Filologicamente, Amaro perdeu seu sentido original e foi assimilado pelo galego-português velho, em troca do "amarus" latino (amarus, amara, amarum: amargo), pelo nome dado a uma variedade ou raça de uvas escuras, muito apreciadas no cultivo dos bons vinhos tintos, abundante na área que se entende do sul do Galícia, passando pelo norte de Portugal na região dos vinhos verdes até o Beira Alto em Viseu. Ainda hoje, na Itália, é um nome genérico que designa bebidas amargas do tipo bitter.

Havia uma linhagem de origem navarra que teve posses na Galícia e mais tarde em Murcia no ano 1633. Existe uma variante italiana dos Amaro, embora não haja notícias que eles têm um tronco comum com a gênese ibérica aqui apresentada.

Armas:
· Em campo de gules, dois castelos de ouro, posições em vara.
· Esses de Itália: em campo de ouro, uma águia de gules coroado de ouro.
· Esses de Catalonia e Aragon: em prata, duas faixas de cerúleo.

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Contribuiu para esta página: Texto , fotos e ilustrações:  Luiz Eduardo Rodrigues Amaro:   amaro@femanet.com.br
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