Localização História Estatística Política Cultura Variedade Vistas Personalidades Solidariedade Procurar Créditos Home

Desfiles cívicos - 2005 - www.quata.com.br


7 de Setembro de 2005

Página 1 Página 3 Página 5 Página 7
Página 2 Página 4 Página 6 Flagrantes

O povo começou a chegar, palanque montado, o prefeito Marcelo Pecchio , o vice Bidóia, os vereadores juntos, a Banda Municipal que dá um passo para um futuro brilhante comandada pelo maestro Julio, filho do fabuloso maestro Gilson, um só time e a expectativa geral, que o locutor Anacleto interpretava todo este sentimento do povo quataense. Daí para frente foi só emoção. Via-se muitas pessoas com os olhos marejados e emocionados com o que estava acontecendo . Há muito tempo Quatá não tinha um desfile como este , grandioso no significado e no tamanho que tomava a avenida Rui Barbosa toda. O significado era, Quatá está retomando sua vida , sua autoestima e a esperança de dias melhores. São mais de 170 fotos , começando com o banda, desfile com a participação de instituições , ONGS, associações, a turma alegre da 13a Idade e terminando com a festa na praça com muito artesanato na praça da matriz,  que o site teve a honra e o privilégio de registrar para lembrança e perpetuação de nossa história. Divirtam-se !

 Veja antes, logo abaixo o belo texto enviado pelo dr. Marco Antônio Nicácio:

"

SETEMBRO – PÁTRIA E PRIMAVERA


Duas notícias:
Primeiro a boa! A Pátria voltou a ser festejada. Apesar de parecer decepcionar os deprimidos e incrédulos da cidadania, que juravam que o fervor cívico havia sido sepultado, queremos crer que foi manifesta sua ressurreição.
Como prometeram as autoridades locais constituídas, mobilizaram as instituições, escolas, seus estudantes, órgãos públicos e privados, entidades prestadoras de serviços sociais, associações de bairros, mutuários da casa própria, ONGs, enfim, todo o povo foi à rua. Literalmente, “coube todo mundo” nas comemorações do 7 de Setembro, onde compartilhamos o desfile cívico na avenida, além da interessante “ Feira de Artesanato”. 


Cremos que mesmo antes das comemorações, o melhor já acontecia. No estágio de preparação da festa, supomos, ocorreu o melhor de tudo: as crianças foram motivadas a cultivar, sentimentos de amor e apego ao lugar onde nasceram e valores de família (que afinal é a célula deste corpo chamado cidade, estado, nação) ; os adolescentes chamados à reflexão de seu papel na coexistência social e todos nós outros adultos a louvar, que por este cultivo do patriotismo, proliferem o amor próprio e à cidade em que vivemos, uma maior dedicação à ela, entendendo que cabe à nós, o seu destino.


Vivemos neste gigante e pobre país, onde parecia termos assimilado uma experiência desastrosa, dos percalços do alvorecer de nossa democracia. No momento acabamos tendo que vivenciar novamente um outro doloroso processo de purgação dos erros destas mesmas cartilhas, sempre disponíveis nas praças, de regimes que para se sustentarem, compram desavergonhadamente apoios e silêncios. Imaginávamos que a lição já tivesse sido aprendida. No entanto, cabe-nos novamente expiar mais esta.


E então, a má noticia: parece que nunca aprendemos a lição!
As vezes agimos como um bando de desmemoriados, esperando pelo salvador da pátria a nos conduzir à Utopia. 
Não somente de tão longe, do País; nem de mais perto, do Estado (que para todos nós estão muito mais na dimensão virtual, como diria Montoro), mas da nossa cidade, das mais recônditas vielas, do nosso céu, do nosso lar, do seio de nossas famílias, do berço de nossos filhos, das lápides de nossos antepassados enfim, é imprescindível estarmos permanentemente, com a lembrança bem viva. Não nos esquecermos dos insanos que a insultam, difamam e violentam esta Pátria. Dos que se omitem, conspiram, se emudecem, dos que se acovardam, dos que a dividem.


Que a Pátria que almejamos, esta aqui bem perto de nós que se chama Quatá, o lugar onde nascemos e vivemos, seja um perfeito organismo que cultive uma forte lembrança, da ordem, da paciência, da fidelidade, do sacrifício de um povo, enfim, um corpo vivo entrelaçado de nobreza de caráter e honra (que soube e sabe esperar pelo seu progresso, e luta por isso), que possa provocar em todos, os melhores ideais de fraternidade.
Que este lugar não seja monopólio de ninguém, mas domínio de todos, com o mesmo direito e liberdade de expressão de idéias, ações, palavras e oportunidades.
Que se chame justiça o seu mais elevado valor; consciência e saber, os seus mais valiosos bens; trabalho e emprego, os mais nobres desejos; benquerença, fé, perdão às sinceras limitações humanas e incondicionais amor a Deus, as suas maiores virtudes.


Desta forma, a nossa benigna quimera, virá, primaveril, a ser realmente a Flor da Alta Sorocabana, para que possamos comemorar sempre neste mês de setembro, as verdadeiras independência e liberdade, que pressuponham a honra, a boa fé, a inocência, trazidas pelo crescimento de uma vida comunitária mais equilibrada, devidamente depurada da insânia, da malícia abjeta e irresponsável, podendo assim festejar, justa e verdadeiramente a primavera de nossa democracia."

Marco Antônio Nicácio